22 de Novembro de 2017
Associação de Cultura Popular Mandicuera
   Associação
05 de Setembro de 2013

Mandicuéra, o sumo extraído da mandioca no processo de produção da farinha. Extrato este que dá nome à união de diferentes grupos que representam a cultura caiçara do Paraná, mais especificamente de Paranaguá. É nesse caldo que vem sendo geridos, desde 2003, projetos e idéias de fomento à produção da cultura popular local e de articulação comunitária.

O início se deu com a criação do Grupo de Cultura Popular Mandicuéra, que realizou o espetáculo Rufo de Adufo em parceria com o SESC em turnê por 15 estados Brasileiros, unindo fandango, boi-de-mamão e romaria do divino. Fazem parte da associação os grupos Pés-de-Ouro, Caiçaras do Paraná, Grêmio São Vicente, Grupo Mandicuéra, Grupo da Romaria do Divino, Boi de Mamão, Equipe Pamoná de ventrecha de Culinária Tipica entre outros.

Atualmente, a Mandicuera trabalha na elaboração de projetos como Orquestra Rabecônica Brasileira, Casa de Farinha, Fábrica de Instrumentos/ projeto Rabecando. Além do programa Fandango na Escola e de eventos permanentes, Fandango no Mercado, Entrudo de Carnaval, Festa do Fandango, Festa do Divino, Todos realizados em parceria com , Ministério da Cultura, Secretaria do Estado da Cultura Do Paraná.

Objetivos dessas atividades
-Divulgar as atividades populares da região;
-Repassar o conhecimento popular ?restrito?, através de oficinas;
-Incentivar a criação de novos grupos;
-Preservar o patrimônio imaterial do Paraná;
-Realizar a produção artística de grupos e espetáculos locais;
-Formar novos fandangueiros;
-Repassar o ritmo, métrica e todo universo que envolve o fandango batido;
-Colocar as pessoas em contato com uma tradição oral secular.

Histórico
A Associação Mandicuéra foi criada em 2003, sendo oficializada em setembro de 2004. Reunidos com o mesmo nome ? Mandicuéra - desde o início do ano, integrantes de diferentes grupos montaram e realizaram o espetáculo Rufo de Adufo. Com isso, músicos, batedores e produtores perceberam que unidos, os grupos poderiam realizar trabalhos de qualidade e com grande potencial de transformação.

Assim, além do fandango poderia ser feito o auto do Boi-de-Mamão e a Romaria do Divino, manifestações que ainda persistem na memória da população local. Com esse intuito, foi criada a Associação Mandicuéra de Cultura Popular Paranaense.

O evento Fandango no Mercado, idealizado pela Mandicuéra e tento sua primeira realização em parceria com a Prefeitura Municipal de Paranaguá revitalizou esta manifestação como antigamente, foi dançado o baile nos três dias de carnaval, reunindo dezenas de pessoas no Mercado do Café. Foi diversão até o amanhecer e que rendeu à comunidade parnanguara a continuidade do evento, que agora é realizado, um sábado por mês.

Além de eventos, a Associação Mandicuéra também tem trabalhado no setor da educação, participando de projetos como o Paraná Fazendo Arte, da Secretaria do Estado da Cultura do Paraná e produzindo projetos como o Fandango nas Escolas, realizado em parceria com a Secretaria de Estado da Educação e que atinge todas as escolas estaduais do litoral do Paraná, prevendo recursos didáticos, materiais e humano.

Justificativa
Território de grandes riquezas naturais e pólo da economia do Paraná, com o Porto de Paranaguá e Antonina, a região do litoral tem contribuído significativamente para a prosperidade do estado. No entanto, como em todo o território brasileiro, essa riqueza não se reflete na qualidade de vida da maioria da população, embora possua potencial para isso. As políticas de proteção ao meio ambiente são fortes, mas excluem o homem da lista de seres a serem preservados.

Há uma evasão das ilhas e comunidades litorâneas da serra do mar, pois a sobrevivência nessas localidades é quase impossível. Dessa maneira, moradores antigos saem de suas casas, abandonam sua história para procurar um lugar na periferia de cidades como Paranaguá e Guaratuba e, de alguma forma, viabilizar sua subsistência. Espelho dessa realidade é a Ilha do Valadares, que concentra famílias vindas dos mais diversos locais do litoral.

A população da ilha hoje chega a cerca de 30 mil habitantes, que vivem em condições ? muitas vezes ? precárias. Em suas ruelas e becos, a ilha é também uma grande concentração da cultura caiçara. Por isso é onde funciona o coração da Associação Mandicuéra. As ações da associação não são exclusivas do Valadares, mas tem nessa localidade seu centro. A partir de elementos colhidos na ilha são idealizados os projetos.

Nesse contexto, as ações são elaboradas pensando nas necessidades da comunidade, resultando em projetos que proporcionam educação, conscientização e geração de renda. É o caso dos projetos Casa de Farinha e Fábrica de Instrumentos que pretendem, através da produção em cultura, fomentar a geração de renda dentro da comunidade, de maneira cooperativa e auto-sustentável.

Fuente: Associação de Cultura Popular  

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